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Mendoza e o vinho: guia completo do Malbec e das vinícolas da Argentina

Turistic · 19.07.2026

Mendoza, a capital argentina do Malbec

Mendoza produz cerca de 70% do vinho argentino e é, sem discussão, a capital vinícola do país. O grande protagonista é o Malbec, uma casta de origem francesa que encontrou na altitude, no sol e na aridez ao pé dos Andes as condições ideais para gerar vinhos intensos, com boa estrutura tânica e notas de frutas escuras e violeta. Percorrer suas vinícolas, muitas com arquitetura de autor e restaurantes de alta gastronomia, é o passeio obrigatório de qualquer visita à cidade.

Maipú: vinícolas de bicicleta a minutos do centro

Maipú é a região vinícola mais próxima do centro de Mendoza (cerca de 20 minutos de carro) e a única que dá para percorrer de bicicleta, graças a estradas rurais relativamente planas que conectam várias vinícolas. O aluguel de bicicleta custa entre 8.000 e 10.000 ARS por dia, e os roteiros passam por seis a oito vinícolas boutique, algumas familiares, com degustações a partir de 3.000 ARS a taça. É a opção mais econômica e descontraída para quem busca um dia informal entre vinhedos.

Luján de Cuyo e Valle de Uco: as vinícolas de alto padrão

Luján de Cuyo, a cerca de 30 minutos do centro, concentra algumas das vinícolas mais prestigiadas do país, enquanto o Valle de Uco, mais distante (cerca de uma hora e meia), mas com vinhedos em altitudes maiores (até 1.500 m), produz alguns dos Malbecs mais elogiados pela crítica internacional. Entre as visitas mais recomendadas estão a Catena Zapata (conhecida pela arquitetura em forma de pirâmide, inspirada em templos pré-colombianos), a Salentein (com capela própria e museu de arte) e a Zuccardi (sede do restaurante Piedra Infinita, um dos mais premiados do país). Os almoços harmonizados nessas vinícolas custam entre 40.000 e 90.000 ARS por pessoa, enquanto uma degustação simples com visita à adega sai por 8.000 a 20.000 ARS.

Como organizar a visita: passeio, carro com motorista ou bicicleta

Há três formas principais de visitar as vinícolas. A primeira é um passeio organizado de dia inteiro, com guia, transporte e almoço incluídos, ideal para o Valle de Uco por causa das distâncias; custa em torno de 50.000 a 70.000 ARS por pessoa, sem contar as refeições. A segunda é contratar um carro com motorista para o dia, mais flexível para montar seu próprio roteiro, a um custo semelhante. A terceira, recomendável apenas em Maipú, é a bicicleta. Vale reservar as vinícolas mais concorridas com antecedência, especialmente para o almoço, já que costumam lotar nos fins de semana.

Fiesta de la Vendimia: a festa da colheita em março

A Fiesta Nacional de la Vendimia, celebrada em março ao final da colheita, é uma das festas populares mais importantes da Argentina, com desfile de carros alegóricos, a eleição da Rainha Nacional da Vendimia e um grande espetáculo noturno no anfiteatro Frank Romero Day, aos pés do Cerro de la Gloria. Os ingressos para o evento principal esgotam com semanas de antecedência, e vale reservar hospedagem com bastante antecedência se a viagem coincidir com essas datas.

Além do vinho: Aconcágua, termas de Cacheuta e azeite de oliva

Para quem tem um dia sobrando, vale a pena uma excursão ao Parque Provincial Aconcágua, lar do pico mais alto das Américas (6.961 m) e de todo o hemisfério ocidental. Não é preciso ser montanhista: há um mirante acessível a partir do estacionamento, em cerca de 40 minutos de caminhada, com vistas espetaculares da montanha. As Termas de Cacheuta, a uma hora da cidade, oferecem piscinas termais ao ar livre com entrada a partir de 25.000 ARS. E para fechar o roteiro gastronômico, Mendoza também produz azeite de oliva de qualidade; várias propriedades oferecem degustações combinadas de vinho e azeite, uma alternativa mais leve para quem não quer passar o dia todo bebendo.

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