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Cataratas do Iguaçu pelo lado argentino: guia completo

Turistic · 27.07.2026

Garganta do Diabo: a joia do parque

A Garganta del Diablo é, sem dúvida, o ponto mais impressionante das Cataratas do Iguaçu: uma ferradura de 150 metros de diâmetro onde catorze quedas caem juntas com um estrondo que se ouve de longe. Chega-se lá pelo trem ecológico, da Estação Central até a Estação Garganta, e depois se caminha cerca de 1.100 metros por uma passarela sobre o rio até a plataforma final, onde a neblina molha os visitantes quase o ano todo. Vale a pena chegar cedo, assim que o parque abre às 8h, para evitar as filas do trem e aproveitar o lugar com menos gente. Uma capa de chuva ou um saco impermeável para a câmera é praticamente obrigatório.

Circuito Superior e Circuito Inferior

O restante do parque é percorrido por dois circuitos de passarelas. O Circuito Superior, plano e com cerca de 1.700 metros, permite ver as cataratas de cima, quase na mesma altura da água que despenca. O Circuito Inferior, um pouco mais longo e com escadas, desce até a base de várias quedas, como o Salto Bossetti ou o Salto Dos Hermanas, oferecendo as melhores fotos graças ao arco-íris quase permanente formado pela umidade. Os dois circuitos juntos podem ser percorridos com calma em três a quatro horas, com paradas nos mirantes.

Trem ecológico e Ilha San Martín

O trem ecológico da Selva liga as três estações do parque (Central, Cataratas e Garganta) gratuitamente, incluído no ingresso, embora na alta temporada a espera possa passar de 40 minutos. Da área da estação Cataratas também sai um barco gratuito até a Ilha San Martín, um mirante natural de onde se veem várias quedas ao mesmo tempo; a travessia é suspensa quando o volume do rio sobe demais, por isso vale consultar na bilheteria antes de planejar o dia.

Ingressos, reservas e comparação com o lado brasileiro

O ingresso do Parque Nacional Iguazú custa cerca de 30 dólares para estrangeiros de fora do Mercosul (os preços mudam com frequência, então vale confirmar o valor atualizado antes da viagem). É possível comprar online com antecedência, algo bastante recomendado na alta temporada. Uma dica importante: se você guardar o ingresso e voltar no dia seguinte, a segunda entrada sai com 50% de desconto. Cerca de 80% das quedas ficam do lado argentino, o que torna a experiência muito mais imersiva, com trilhas em meio à selva bem perto da água; o lado brasileiro, por sua vez, oferece as melhores vistas panorâmicas de conjunto, vistas de longe. O ideal, se o tempo permitir, é visitar os dois lados em dias diferentes.

Fauna do parque: cuidado com os quatis

O parque abriga onças-pintadas, antas e centenas de espécies de aves, embora os animais mais visíveis sejam os quatis, que se aproximam sem medo das trilhas e das lanchonetes em busca de comida. É terminantemente proibido alimentá-los: além de ser ilegal, os quatis acostumados com turistas ficam agressivos e podem morder. É preciso guardar bem a comida na mochila e nunca deixá-la à vista sobre a mesa.

Quando ir e como chegar de Buenos Aires

A temporada de chuvas, entre dezembro e março, traz mais volume de água e cataratas mais espetaculares, mas também mais calor e umidade; entre junho e agosto o volume cai, o clima fica mais ameno e há menos turistas. Puerto Iguazú, a cidade base, fica a cerca de 20 minutos de carro do parque e oferece hospedagem para todos os orçamentos. De Buenos Aires, o voo até o Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu dura aproximadamente uma hora e 50 minutos, com várias saídas diárias; também existe a opção de ônibus de longa distância, com viagem de 16 a 18 horas. Para o passeio, use calçado confortável e antiderrapante, já que as passarelas costumam ficar úmidas com a neblina, e leve repelente de mosquitos e protetor solar na mochila. O básico do parque exige pelo menos meio dia, mas, se a agenda permitir, o ideal é reservar um dia inteiro, sem pressa, para aproveitar com calma e apreciar a região com atenção.

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