Bariloche, a porta de entrada para a Patagônia andina
San Carlos de Bariloche, às margens do lago Nahuel Huapi, é o ponto de partida clássico para explorar a Região dos Lagos, uma faixa de florestas andino-patagônicas, vulcões e lagos cor de esmeralda que se estende para o sul até San Martín de los Andes. Diferente da Patagônia austral, a paisagem aqui lembra os Alpes: montanhas nevadas, florestas de lenga e arrayán, e uma cidade com arquitetura de estilo centro-europeu herdada dos primeiros colonos suíços e alemães.
A Rota dos Sete Lagos: o clássico de carro
A Rota dos Sete Lagos (Ruta de los Siete Lagos) liga Villa La Angostura a San Martín de los Andes ao longo de cerca de 110 km de estrada de terra e asfalto, contornando sete lagos — Espejo, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner, Machónico e Lácar, dependendo do trecho considerado. O passeio completo com paradas para fotos leva o dia inteiro, mas dá para fazer ida e volta em um dia longo saindo cedo. É possível alugar um carro (a partir de uns 40 USD por dia) ou contratar um passeio de dia inteiro saindo de Bariloche, que costuma custar entre 35.000 e 45.000 ARS por pessoa com guia incluído.
Cerro Campanario e Circuito Chico: as vistas obrigatórias
O Cerro Campanario já foi eleito pela National Geographic como um dos melhores mirantes panorâmicos do mundo. Sobe-se de teleférico (cerca de 15 minutos, entre 12.000 e 15.000 ARS ida e volta) ou a pé em 40 minutos, e do topo dá para ver ao mesmo tempo os lagos Nahuel Huapi, Moreno e Perito Moreno, com a cordilheira ao fundo. O Circuito Chico é um trajeto de cerca de 25 km que pode ser feito de carro, bicicleta ou ônibus de turismo, passando por Bahía López, o mirante de Llao Llao e Colonia Suiza, com pontos de parada a cada poucos quilômetros.
Colonia Suiza, chocolate e cerveja artesanal
Colonia Suiza, fundada por colonos suíços no final do século XIX, mantém sua feira de artesanato de fim de semana e serve curanto, prato tradicional cozido sob a terra, em suas casas de chá. Bariloche também é sinônimo de chocolate: marcas como Rapa Nui, Mamuschka e Fenoglio têm fábricas abertas à visitação, com degustação incluída. E para cerveja artesanal, a cidade é o berço da cena cervejeira patagônica, com cervejarias como Blest, Manush e Berlina, várias delas com vista para o lago.
Cerro Catedral: esqui de julho a setembro
O Cerro Catedral é o maior centro de esqui da América do Sul, com mais de 1.200 hectares esquiáveis e 39 meios de elevação. A temporada vai aproximadamente de meados de junho ao início de outubro, com pico em julho e agosto. Um passe diário custa em torno de 25.000 a 35.000 ARS na alta temporada, e há aluguel de equipamento na base da montanha. Fora da temporada de neve, o teleférico continua funcionando para trilhas e mountain bike no verão.
Quando ir e como se locomover: verão, inverno e o lago Nahuel Huapi
Bariloche tem duas altas temporadas bem definidas: o verão (dezembro a março), ótimo para trilhas, caiaque e passeios de barco no lago Nahuel Huapi, e o inverno (junho a setembro), voltado ao esqui. Um passeio de barco até o Bosque de Arrayanes via Puerto Blest, ou uma excursão à Isla Victoria, são clássicos do verão, assim como caiaque e rafting no rio Manso, a partir de cerca de 20.000 ARS por pessoa. Alugar um carro dá mais liberdade para percorrer a Rota dos Sete Lagos e o Circuito Chico, mas os passeios organizados são mais simples para quem prefere não dirigir em estradas de terra. Vale reservar hospedagem com antecedência em ambas as altas temporadas, já que a cidade lota tanto em janeiro-fevereiro quanto em julho. Uma última dica prática: leve protetor solar, repelente e calçado confortável em qualquer época do ano, além de um casaco extra para a noite — mesmo em pleno verão a temperatura cai rápido assim que o sol se esconde atrás da cordilheira.